Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

Mentes pequeninas

O meu marido tem uma família grande. E quando digo isto não estou a exagerar. Façam as contas em que são 12 tios e uma média de dois filhos por cada um..... Imaginem as festas de anos 

Há duas semanas uma das primas que é adolescente fez anos e como é tradição fizeram festa. Parecem que estavam lá três amigas. Nós não pudemos estar na festa. 

Uns dias depois estavam a falar da festa. Oiço a mãe dela dizer:

"Já tiveste lá a família e ainda quiseste mais 3 amigas? Foi mais dinheiro que gastei. A família já te devia bastar"

A minha reacção:

tenor.gif

Quando todos se calaram fiz questão de dizer o seguinte:

"Ao contrário desta gente toda, acho muito importante ter amigos"

O meu marido só dizia: "A família toma-nos muito tempo. Não conseguimos ter amigos"

E isto é verdade. Ele só conseguiu cultivar as amizades quando veio para Lisboa. A família não estava cá.

Esta é uma das razões que é necessário ter amigos. A família não pode estar lá sempre. É preciso ter uma "salvaguarda".

É muito importante ter amigos. São outras pessoas, outras culturas, outras formas de pensar. Porque é preciso ensinar às crianças que existe variedade no mundo. 

Olhem esta adolescente que se fizer a vontade à mãe vai ficar sem amigos. E esta ideia está espalhada na família e provavelmente vai ensinar isto aos filhos.

E eu espero bem que não.

Vergonha alheia

Este fim de semana aconteceram-me duas coisas que não aconteciam à bastante tempo: cair em frente a pessoas e sentir vergonha alheia (sim, alheia não foi vergonha de mim própria!). Tudo isto aconteceu ao mesmo tempo.

Então, no sábado fomos jantar a casa de familiares onde estava também a namorada de um deles.

Aparentemente não havia cadeiras/bancos para todos, pelo que me sentei num banco de plástico. Eu não me importo nada com isto porque fui eu que me sentei lá.

A meio da refeição arrasto o banco para trás e baixo-me para baixo para apanhar algo que deixei cair ao chão. Aparentemente, o banco desequilibrou-se e e eu cai para trás. Sorte ou não, eu tinha uma parede atrás de mim e bati só com o cotovelo. Foi uma sorte não ter ido de cabeça tal era o balanço que levava.

Quando me dei conta fiquei sem reacção. "Acordei" com a pessoa mais próxima de mim (adulto) a rir-se à gargalhada como se não houvesse amanhã. Aquelas risadas que fazem eco na nossa cabeça e prolongam-se por muito tempo.

E eu só pensava: "Que vergonha. Está aqui a namorada do B. e esta só se ri". Senti vergonha por aquela pessoa se estar a rir daquela forma em frente a uma desconhecida. É que nem sequer senti vergonha por ter caído. É a chamada vergonha alheia. Não é vergonha por nós mas pelos outros.

Ainda bem que tenho pessoas mesmo adultas que rapidamente me foram ajudar e perguntar se estava tudo bem.

Fisicamente, fiquei com uma dorzita no cotovelo e umas nódoas negras. Mentalmente, apetece-me odiar aquela pessoa e nunca mais lhe falar. mas não posso, porque é família.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Posts mais comentados

Gosto disto

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D