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Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

Unfollow #2

Será falta de paciência?

Pensei que isto do unfollow seria uma situação "única". Ultimamente, sinto que perdi o interesse em algumas contas que sigo...

A situação mais recente foi de uma conta que até partilha informação muito útil para a sociedade. Mas acho que se perdeu neste mundo...

Cada vez menos gosto menos do discurso que tem expressões como: "malta, é assim", "façam assim, OK?". E falam muito depressa e comem palavras e silabas. Chego ao ponto de saltar os stories e só vejo os posts.

E nos posts também tenho algumas palavras a dizer. Já há bastante tempo que não vejo um post que não tenha as tag #pub ou #patrocinado. E os que não têm estas tags, têm qualquer coisa como "vão lá ajudar esta/este amiga/o que eu gosto muito e faz um trabalho excelente" 

Ou então, "fiz uma colaboração com esta marca". E lá estamos nós a comprar o produto porque é daquela pessoa que gostamos e que até tem ajudado.

Sei que o instagram agora é um negócio e que muitas pessoas ganham dinheiro com post e stories. 

Mas pergunto se se não se perderam no meio do negócio. Inicialmente, a ideia foi sempre ajudar e partilhar dicas. No meio de posts patrocinados, será que isto se mantém? Inconscientemente, não estarão a fazer um apelo ao consumo e pensam que estão a partilhar aquela dica fantástica?

Fico um pouco triste com estas contas porque parece que começaram com boas intenções mas acho que se perderam neste mundo.

 

Voltei atrás no tempo

Ia começar por dizer que há 10 anos atrás ainda andava na faculdade. Mas não é verdade, acabei a faculdade em Junho de 2009 e comecei logo a trabalhar em Agosto. Portanto, por esta altura há 10 anos atrás já estava a trabalhar.

O que quero dizer é que nos ultimos dias parece que voltei atrás ao tempo que estudava. Ao tempo em que dependia do dinheiro dos meus pais que não era muito.

Ontem tinha uma marcação mas como cheguei quase 30 minutos antes, resolvi ir dar uma volta pelo centro comercial. Numa situação normal, iria até às lojas ver o que havia e se encontrasse alguma coisa interessante, comprava.

Mas a situação é diferente: queremos trocar de casa e entramos em contenção de custos. Fizemos o compromisso entre os dois de comprar só o que é essencial e que nos faz falta. Porque é preciso uma batelada de dinheiro para comprar uma casa mesmo antes de contrair o empréstimo.

Então que ontem andava pelo centro comercial e tive a mesma sensação de há uns anos atrás. Nem vou entrar para ver porque sei que não posso comprar. Não posso mesmo, tenho um objectivo maior.

Se por um lado, o objectivo me entusiasma, por outro fiquei triste. Lembrei-me de uma altura em que o dinheiro estava mesmo contado e que não havia mesmo dinheiro para gastar. Ontem, tive a mesma sensação.

Lembro-me que quando recebi o meu primeiro ordenado, senti que podia respirar livremente. Já podia passear pelas lojas e encontrar algo interessante e comprar. Ou então, se tiver com sede, comprar uma garrafa de água (era algo que não fazia quando dependia dos meus pais).

Isto aconteceu até à semana passada.

Agora quero trocar de casa. Portanto, quando me sinto assim triste penso na casa.

PS: se alguém tiver à procura de casa na zona de Lisboa, pode contactar-me via e-mail.

 

"O dinheiro é o que menos interessa"

Tenho a certeza que já todos ouvimos esta sábia frase da boca de alguém. Existem situações engraçadas em que isto acontece e existem outras em que o assunto é mais sério.

 

Aqui estão dois exemplos:

- Os sovinas

Os sovinas são aquelas pessoas que não viajam porque implica gastar dinheiro. Andam a pé porque os bilhetes dos transportes públicos custam dinheiro. 

Na ocasião rara de comerem fora, comem o mini prato e ainda sobra para a próxima refeição.

Não é porque não têm dinheiro é porque são sovinas e o que interessa é fazer crescer a poupança debaixo do colchão. Sim, no colchão porque os bancos cobram taxas para terem lá o dinheiro. 

Quando vão a uma loja qualquer e estão indecisos entre dois produtos, escolhem o mais barato. Mas antes disto, ficam 1 hora a olhar para os dois e fazer o papel de indeciso. Porque é importante saber todas as características antes de comprar. Mas quando o empregado se chega ao pé para ajudar, sacam da célebre frase "O dinheiro é o que menos interessa". Mas no final, a única característica que interessa é o preço. 

- Os dependentes

Os dependentes são aquelas pessoas que vivem mês a mês. Não é que passem necessidades; simplesmente, meteram-se em mais coisas do que deviam e esquecem-se que também têm que comer durante o mês.

Todos já tivemos aquela despesa extra. Umas vezes sabemos que vão acontecer (revisão do carro, ou algum evento na família) ou então são aquelas que aparecem de repente (avaria no carro, doenças, etc). O que é que os dependentes dizem neste casos? "O dinheiro é o que menos interessa, isso depois resolve-se". Mas todos sabemos que lá vêm os pais, sogros, avós, etc resolverem o assunto.

Independentemente do que dizem, no final o dinheiro interessa sim.

Não devem precisar de clientes

Nos últimos tempos, tenho recorrido a várias empresas para vários serviços/produtos.

Algumas disseram logo que não podiam fazer determinado produto/serviço. Outras disseram que faziam mas que certos produtos/pessoas não estavam disponíveis no momento mas que ligavam de volta. 

O tempo já passou e o telefonema não chegou. Assumo que estas empresas estejam tão bem que não precisem de mim como cliente para gastar dinheiro, correcto?

Isto não vale nada

Hoje estava nos correios quando ouvi uma idosa, que estava a receber a reforma, a dizer que as moedas de cêntimos que trazia na carteira não valiam nada. É verdade que no máximo existe a moeda de 5 cêntimos, mas é dinheiro de qualquer forma.

A frase desta senhora fez-me lembrar uma história que aconteceu comigo.

No tempo em que também achava que os cêntimos não valiam nada e me estorvavam na carteira, comecei a pô-los numa caixinha em casa. E, de vez em quando, ia pondo para lá os cêntimos que andavam na minha carteira.

Ao fim de alguns meses (acho que 1 ano), tinha tantas moedas na caixa que decidi contá-las. Só por curiosidade.

Descobri que tinha mais de 8 euros em moedas de 1 cêntimo naquela caixa.

Para muitos pode ser pouco, mas 8 euros é bem diferente de 1 cêntimo. Quantas vezes olhamos para o chão e vemos moedas destas deitadas fora. Se pensarmos bem, as pessoas estão a deitar dinheiro fora.

A partir daqui, mudei de opinião. Dinheiro é dinheiro mesmo que seja 1 cêntimo.

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