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Deu-me para isto

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"O dinheiro é o que menos interessa"

Tenho a certeza que já todos ouvimos esta sábia frase da boca de alguém. Existem situações engraçadas em que isto acontece e existem outras em que o assunto é mais sério.

 

Aqui estão dois exemplos:

- Os sovinas

Os sovinas são aquelas pessoas que não viajam porque implica gastar dinheiro. Andam a pé porque os bilhetes dos transportes públicos custam dinheiro. 

Na ocasião rara de comerem fora, comem o mini prato e ainda sobra para a próxima refeição.

Não é porque não têm dinheiro é porque são sovinas e o que interessa é fazer crescer a poupança debaixo do colchão. Sim, no colchão porque os bancos cobram taxas para terem lá o dinheiro. 

Quando vão a uma loja qualquer e estão indecisos entre dois produtos, escolhem o mais barato. Mas antes disto, ficam 1 hora a olhar para os dois e fazer o papel de indeciso. Porque é importante saber todas as características antes de comprar. Mas quando o empregado se chega ao pé para ajudar, sacam da célebre frase "O dinheiro é o que menos interessa". Mas no final, a única característica que interessa é o preço. 

- Os dependentes

Os dependentes são aquelas pessoas que vivem mês a mês. Não é que passem necessidades; simplesmente, meteram-se em mais coisas do que deviam e esquecem-se que também têm que comer durante o mês.

Todos já tivemos aquela despesa extra. Umas vezes sabemos que vão acontecer (revisão do carro, ou algum evento na família) ou então são aquelas que aparecem de repente (avaria no carro, doenças, etc). O que é que os dependentes dizem neste casos? "O dinheiro é o que menos interessa, isso depois resolve-se". Mas todos sabemos que lá vêm os pais, sogros, avós, etc resolverem o assunto.

Independentemente do que dizem, no final o dinheiro interessa sim.

Não devem precisar de clientes

Nos últimos tempos, tenho recorrido a várias empresas para vários serviços/produtos.

Algumas disseram logo que não podiam fazer determinado produto/serviço. Outras disseram que faziam mas que certos produtos/pessoas não estavam disponíveis no momento mas que ligavam de volta. 

O tempo já passou e o telefonema não chegou. Assumo que estas empresas estejam tão bem que não precisem de mim como cliente para gastar dinheiro, correcto?

Isto não vale nada

Hoje estava nos correios quando ouvi uma idosa, que estava a receber a reforma, a dizer que as moedas de cêntimos que trazia na carteira não valiam nada. É verdade que no máximo existe a moeda de 5 cêntimos, mas é dinheiro de qualquer forma.

A frase desta senhora fez-me lembrar uma história que aconteceu comigo.

No tempo em que também achava que os cêntimos não valiam nada e me estorvavam na carteira, comecei a pô-los numa caixinha em casa. E, de vez em quando, ia pondo para lá os cêntimos que andavam na minha carteira.

Ao fim de alguns meses (acho que 1 ano), tinha tantas moedas na caixa que decidi contá-las. Só por curiosidade.

Descobri que tinha mais de 8 euros em moedas de 1 cêntimo naquela caixa.

Para muitos pode ser pouco, mas 8 euros é bem diferente de 1 cêntimo. Quantas vezes olhamos para o chão e vemos moedas destas deitadas fora. Se pensarmos bem, as pessoas estão a deitar dinheiro fora.

A partir daqui, mudei de opinião. Dinheiro é dinheiro mesmo que seja 1 cêntimo.

Dinheiro ….

dinheiro.jpg

 

Eu devo ser das poucas pessoas do mundo civilizado que menos se interessa pelo dinheiro.

Eu sei que é um pouco contraditório ao que disse num dos posts mas é o que sinto. Atenção que também não me deu nenhuma epifania e vou andar a distribuir o meu ordenado.

 

Eu passo a explicar:

- Não dou dinheiro às pessoas como prenda

Se forem crianças, pergunto aos pais o que eles gostam/precisam e compro. Se forem adultos, penso no estilo e nos gostos e compro de acordo. Peço também talão oferta no caso de ser preciso trocar. E porque faço isto? Porque não gosto que me dêem dinheiro, isto só significa que a pessoa não se quis dar ao trabalho de procurar uma prenda.

 

- Não valorizo as coisas pelo valor monetário

Isto vem um pouco em consequência do ponto anterior. Este pode ser explicado através de uma conversa que tive:

Prima: Então o que deste ao teu homem no Natal?

Eu: um telefone antigo

Prima: Um telefone antigo? Só isso? O meu deu-me um tratamento capilar; nem imaginas o quanto custa.

Eu: Sim, provavelmente foi mais barato que o teu tratamento mas eu sabia que ele ia gostar.

A verdade é que ele adorou e não estava mesmo à espera.

(esta história devia ser ao contrário, não era?! Mas vocês perceberam a ideia)

 

- Considero-me uma boa gestora do meu dinheiro

Nunca comprei nada a prestações, a não ser a casa. E só porque é muito difícil juntar tanto dinheiro em pouco tempo.

Comprei o carro quando consegui juntar dinheiro suficiente para ele. Até, então, andava com um carro emprestado. E punha combustível do meu bolso e pagava inspecção, selo e manutenção porque era eu que andava com ele.

 

- Não me chateio por causa de dinheiro

Não ando atrás das pessoas que me devem dinheiro. Acho que as pessoas têm que ser íntegras o suficiente para saberem as dívidas tem que ser pagas.

Na hora de repartir heranças, já disse que “façam o que vocês quiserem, até podem ficar com o dinheiro”. Eu conto com o que tenho no presente, não conto com o que poderei vir a ter. Se vier sem chatices é um bónus, senão também não faz falta. Nunca vi esta coisa do “Eu tenho direito a…” acabar bem.

Prefiro estar bem com as pessoas do que estar bem com o dinheiro. Este acaba-se mais depressa.

 

- Quando a esmola é grande, o pobre desconfia

Quantas vezes já assisti, a súbitas preocupações por certas pessoas e vai-se a ver no final e era tudo interesse. Pelo quê? Pelo dinheiro.

 

- “Eu compro e depois dás-me o dinheiro”

Perdi a conta às vezes que já fiz isto. Quando não tenho a certeza do preço, prefiro comprar à minha custa e depois apresento a factura.

A mim, parece-me o que deve ser feito.

 

E, apesar de tudo isto, continuo a ser a má da fita. Ser correcto e bom, não compensa neste mundo.

 

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