Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

Às vezes devia fechar a boca #3

Já há muito tempo que não escrevia um post desta série... a verdade é que não tenho tido muitos episódios destes. Estou a crescer e a aprender (not!).

 

Então, a semana passada foi a semana saudável aqui na empresa. Trouxeram cestos de fruta, massagens e alternativas de doces sem açúcar. 

Um colega trouxe uma barra de cereais e uma espécie de brigadeiro que lhe tinham dado, tudo sem açúcar. Eu provei e não me sabia a grande coisa. Havia também uns cupcakes de alfarroba que pareciam de chocolate. Imaginem a minha desilusão quando não me soube a nada. 

Mas conversa puxa conversa, fomos dar às pessoas que são fanáticas do exercício e do estilo de vida saudável.  Eu comentei que tinha visto na televisão um documentário em que puseram uma mulher normal com filhos a fazer a dieta das estrelas. Acho que no caso era a dieta do agrião; deixou de comer açúcar e só comia agrião. Obviamente que teve resultados, mas ao fim de três dias dizia que já não conseguia ouvir os filhos de tão mal humorada que estava.

O açúcar faz mal mas é necessário para termos energia e contribui para o nosso bom humor. Obviamente, que existem muitas alternativas ao açúcar refinado. Por outro lado, tudo o que seja consumido com moderação não faz mal. Não vamos ser extremistas.

Eu disse: "É por isso que as pessoas fit andam sempre com má cara e mal dispostas, não comem açúcar nenhum"

A minha colega olhou para mim com cara de poucos amigos. É daquelas que pratica crossfit e come peixinho e legumes ao almoço e fruta durante o dia.

 

 

Às vezes devia fechar a boca #2

Este fim-de-semana fomos ao norte visitar a família dele. É algo que fazemos uma vez por mês mas este fim-de-semana foi particularmente cansativo.

Fomos convidados para a festa de anos da tia que era, precisamente na sexta-feira. Ele avisou logo que só íamos chegar por volta das 22h.

Mas, apesar de ter dito isto resolveu ter pressa. Pediu-me para sair mais cedo. Como eu consegui orientar o trabalho todo, sai mais cedo. Ele saiu à hora de sempre.

Já no carro antes de nos pormos a caminho:

Eu: tenho que ir buscar as bolachas que tenho na mochila. Tenho fome.

Ele: sim, é melhor porque desta vez não vamos parar.

Eu: vou ficar sem o meu rim, sem o meu pastel de nata?!

Eu sou uma gulosa e quando paramos na estação de serviço bebo sempre um café com um docinho. Levei na brincadeira mas não gostei. Afinal, não era suposto estarmos com pressa.

Comi as minhas bolachinhas e não parámos pelo caminho. Se leram este episódio, já adivinham o que aconteceu. Fui metade do caminho a apertar.

Quando lá chegamos (meia hora antes da hora do costume), eu já tinha o meu “modo cabra” ligado (acho que não desliguei o fim de semana todo). A minha sogra olhou para mim e encaminhou-me logo para a casa de banho. Podia ser que saísse com o xixi.

Já todos tinham jantado quando chegámos. Portanto, esperaram que jantássemos, cantaram os parabéns e viemos embora. Foi esta a “festa”.

 

Outra coisa que decidi fazer, foi transmitir à minha sogra que não ia participar na tradição de beijar a cruz na Páscoa.

Eu: Eu nunca beijei a cruz, é algo que não me diz nada e não o vou fazer.

Sogra: Vê pessoas do estrangeiro só para virem à semana santa mas tu é que sabes. Eu não me importo nada mas se calhar é melhor não estares na sala quando eles chegarem.

É claro que não se importa nada quando “vêm pessoas do estrangeiro” e “é melhor não estar quando eles chegarem”.

 

Existe também uma coisa que acontece quando vamos ao Norte: um jogo grande do campeonato. Eu não me importo de ver os jogos do Benfica mas passei a tarde de Sábado e de Domingo a levar com futebol. Entre a liga inglesa na Benfica TV e a liga espanhola e portuguesa na SportTV. Isto para mim é falta de consideração.

 

Entre estes episódios e mais uns quantos no mesmo fim-de-semana acabei a dizer-lhe que já estava cansada de ir lá acima. Tivemos uma discussão.

Os meus argumentos:

- Fomos à pressa quando não fazem o mesmo por ele

- Ao fim de dois anos, conseguimos que os pais viessem 5 dias a Lisboa

- Algumas pessoas tratam-me como “a menina da cidade que tem a mania”. Isto quando me dirigem a palavra

- A televisão está sempre no futebol

 

Os argumentos dele:

- É a única forma de estar com a família

- A minha tia nunca me pediu nada

- Se estás a sentir-te tão mal, o melhor é não ires

 

Acabei a arrepender-me do que disse, apesar de ser verdade e ele também tem razão. Não queria discutir com ele e nem sequer queria pôr-lhe esta pressão.

Devia ter ficado calada e se calhar, o melhor mesmo, é não ir.

Às vezes devia fechar a boca #1

Se há defeito pelo qual eu não sou conhecida é o da falsidade. Não sou falsa e não digo o que as pessoas querem ouvir, digo o que penso. Mas isto às vezes traz-me dissabores.

Então, um primo do meu homem decidiu fazer uma surpresa à namorada e pedi-la em casamento depois de um salto de pára-quedas. Não tenho nada em contra, cada um faz o que quer.

Na véspera de Ano Novo, decidiram mostrar o vídeo para toda a família ver.

Tio do meu homem: Isto deve ter custado uma batelada de dinheiro!

O meu homem: Já existem saltos de pára-quedas bem baratinhos, por 100€ fazes o salto

Tio do meu homem: mas já viste, ele foi tão original…

Eu: Original não foi porque isto já outros fizeram. A empresa dos saltos até já tem as faixas preparadas.

Silêncio absoluto na sala…

E eis que me cai a ficha e lembro-me que os pais e os irmãos do dito cujo estão ali. Senti-me um bocadinho mal. Os pais estavam mesmo contentes pelo filho.

 

Já sem família por perto, soube a história completa.

Cunhadinho: Tu não sabes quanto é que custou o anel!

Eu: Então diz-me lá….

Cunhadinho: 1200€

Comecei a fazer as contas: anel + salto + vídeo… aquela brincadeira não deve ter ficado por menos de 2000€.

Eu: então e qual é a data?

Sogrinha: ainda não definiram…. Mas antes de 2017 não é porque o irmão quer-se casar nesse ano e duvido que se queiram juntar.

Eu: O quê? Gastou essa batelada de dinheiro para nada? Pensei que era já para o ano

Sogrinha: Mas eles já vivem juntos….

Neste caso, calei-me porque não ia adiantar nada continuar a conversa. Opiniões são opiniões.

Aqui comecei-me a sentir menos mal por ter dito aquilo.

 

Passado uns dias, conheci a dita cuja.

Sogrinha: Olha, apresento-te a mulher do N.

Dita cuja: Eu?! Mulher?! Não, namorada se faz favor….

Os meus pensamentos foram Tiveste uma resposta muito expedita… no mínimo, agora és noiva…

 

Agora é que ia dormir sossegada… sem data e com a rapariga a dar esta resposta.

Depois pus-me a pensar no assunto e cheguei à conclusão que o N. como emigrante que é, gosta de vir a Portugal e mostrar o dinheiro que gasta mas que não ganha. Saiu de Portugal à dois meses e com renda, despesas e viagens de avião, duvido que tivesse 2000€ para gastar assim. Mas cada um sabe de si….

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Gosto disto

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2018
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2017
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2016
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2015
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D