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Deu-me para isto

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às vezes só querem conversa, a tua opinião não interessa

Aquelas pessoas que pedem a opinião depois de já terem tomado a decisão ou feito as coisas são tão irritantes. Estão à espera de quê, que lhe segure a mãozinha?

Estávamos todos nos almoço quando uma colega me chamou com as seguintes perguntas:

- Quanto tempo de antecedência puseste no convite?

- Um mês

- Chegou?

- Sim. O espaço só precisava do número de pessoas uma semana antes portanto estávamos tranquilos.

- Em pus cinco semanas. E que horas puseste no convite?

- A hora da cerimónia.

- Eu pus meia hora mais cedo. Já sei que os meus amigos chegam sempre atrasados

- Eu não critico ninguém porque já aconteceu chegar atrasada a um casamento 

- Pois eu nunca cheguei atrasada a um casamento. Aliás, já cheguei adiantada .... bla... bla.. bla.....

Afinal só queria conversa ....

Constatação #2

Nós recebemos aquilo que damos.

Já me chamaram de antipática, pouco dada e calada. Sou tudo menos a primeira, sou simpática e educada mas falo pouco, sou pouco tagarela. 

Mas não dou às pessoas aquilo que nunca recebi delas. Se me falham nos momentos em que pedi para virem comigo, para participarem em certos momentos, não contem que estejam "naqueles momentos". Se é demasiado complicado numa altura para certas pessoas, também poderá ser complicado para mim "naqueles momentos".

Constatação #1

As confirmações positivas chegam de quem menos esperamos. Não é que não queiramos que venham mas pensámos que não viriam.

As confirmações negativas já estão assumidas por nós. O trabalho e a logística servem de desculpa mas ambos sabemos que no fundo é só falta de vontade. Quem quer vir mesmo, vem.

Visão muito prática de um casamento

Ontem, por alguma razão que não me lembro, eu e uma colega começamos a falar dos regimes de bens de um casamento. Não vou estar a pôr aqui as diferenças entre os regimes porque o que não falta na internet são sites sobre este assunto.

Mas na perspectiva dela o casamento é:

"O casamento é um contrato que assinas. Não podes confiar cegamente na outra pessoa, portanto deves escolher o regime de bens que te proteja em caso de divórcio".

Ela estava a generalizar porque conheceu um caso de uma rapariga que está a pagar dividas do ex-marido.

 

A minha perspectiva é:

Não podemos embarcar numa relação onde não existe confiança e com a perspectiva que vai acabar um dia. Dizer que o casamento é só um contrato é tirar-lhe todo o conceito de que é uma relação e todo o romantismo.

As pessoas mudam quando existe dinheiro envolvido. Isto tanto vale para os cônjuges como para a família. Não me venham dizer que não se pode confiar no cônjuge quando existem muitos pais/irmãos/etc que deixam de se falar só por causa de dinheiro.

Percebo que haja pessoas para os quais o casamento é algo irrelevante, até a lei está a ajudar nesta perspectiva. Uma pessoa em união de facto tem quase tantos direitos como uma pessoa casada.

Mas não podemos generalizar estas situações. Só porque correu mal para aquela rapariga, não quer dizer que o resto dos casamentos vão ser iguais.

Se uma pessoa embarca num casamento é porque gosta da outra pessoa e quer passar o resto da vida com ela. Sim, temos que pensar nestas situações, mas não vamos dizer que é só um contrato, ok?

 

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