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Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

As minhas leitura #7: Jim, o sortudo de Kingsley Amis

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Sinopse:

"James (Jim) Dixon é um jovem professor universitário de história medieval aborrecido com o seu trabalho, e lutando por sobreviver a uma sociedade burguesa e provinciana. Nesta comédia do absurdo, toda a ação se desenvolve em torno do controle individual sobre o outro. Nas várias frentes - superiores hierárquicos, colegas, alunos, namoradas - os equívocos, as maquinações, os mal entendidos, os favoritismos (também exercidos pelo próprio) concorrem para o tormento de Jim, que fuma e bebe em demasia e se dirige à desfilada para um ponto de ruptura.
Jim terá a sorte de conseguir escapar às armadilhas das circunstâncias, libertar-se, sair por cima. Mas quão livre será o novo Jim?
Uma obra-prima sobre o homem em conflito com uma realidade ilegível, uma comunicação deteriorada por jogos, um ego imperscrutável, e uma sociedade repressiva do individual. Considerado por Christopher Hitchens o livro mais divertido da segunda metade do século XX e, por Toby Young, o melhor romance cómico do século XX, A Sorte de Jim é uma hilariante sátira da vida académica britânica e um marco da literatura dos pós-guerra."

Tenho que confessar que achei este livro um autêntica seca e sem propósito nenhum. Ainda não ia a meio do segundo capitulo e já estava com vontade de desistir. Pensei mesmo nisto só que gosto de ler os livros até ao fim.

O Jim é um professor universitário que não gosta do que faz, não gosta do que o envolve mas por motivos financeiros, tem que permanecer no seu trabalho. Faz joginhos, que muitas vezes lhe correm mal ou se viram contra ele e acaba por ser descoberto. É daquele tipo de personagens que se fosse uma pessoa eu a desprezava completamente.

Só lá para os últimos capítulos é que a história entra numa fase apetecível para se ler. 

Em suma, foi um livro muito aborrecido mas curto, que não gostei.

As minhas leituras #6: A fogueira das vaidades

Nas férias de Verão é quando tenho mais predisposição para ler. E o único motivo para isto é porque estou deitada numa espreguiçadeira sem mais nada para fazer.

 

Comecei e acabei de ler A Fogueira das Vaidades de Tom Wolfe.

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 A sinopse diz o seguinte:

“No cume do poder e da glória, Sherman McCoy é um yuppie de Wall Street que ganha um milhão de dólares por ano, vive num luxuoso apartamento, goza a fundo da vida e de uma espectacular amante de luxo. Até que um dia a sua sorte muda: o seu carro atropela um rapaz negro num bairro degradado e McCoy começa a cair súbita e vertiginosamente da sua posição de senhor do universo, até se converter em pasto para a infinidade de abutres que revoluteiam à sua volta…. Com um cinismo viperino e grandes doses de humor negro, A Fogueira das Vaidades é o romance que melhor retrata a Nova Iorque dos finais do século XX, uma colossal feira das vaidades”

 

Eu comecei a ler este livro porque gostei do resumo. Queria saber se iria haver justiça para o rapaz que foi atropelado. Lá por Sherman McCoy ter muito dinheiro, não quer dizer que não se iria fazer justiça. Senti logo uma certa raiva por Sherman porque não queria que se safasse por ter dinheiro.

O livro foi mais que a história de Sherman McCoy. Foi a descrição de Wall Street dos anos 90 e da altura em que a riqueza se mostrava pelos bens materiais. Numa altura em que o racismo era bem patente na sociedade.

O autor descreve de forma muito pormenorizada os cenários em que as acções decorrem. Chegou, por vezes, a ser secante. Lembram-se daquela sensação ao lerem os Maias? Tive a mesma sensação outra vez.

A história só se desenrola a meio do livro. Achei que até aqui era mais a apresentação das personagens e da Nova Iorque dos anos 90.

Gostei do livro mas não o voltaria a ler.

As minhas leituras #5: Crónicas de uma morte anunciada

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Desta vez venho falar de um livro de Gabriel García Marquez, Crónica de uma morte anunciada.

 

A sinopse diz o seguinte:

“Esta é a história de um assassinato numa pequena localidade colombiana, próxima da costa caribenha, cuja única ligação com o exterior é um rio. Toda a localidade celebra o casamento de Bayardo San Román, rico e recém-chegado, com Ángela Vicario. Mas Bayardo descobre que a sua esposa não é virgem e devolve-a à casa dos pais. Ángela acusa Santiago Nasar, um rico jovem de origem árabe. Obrigados pela defesa da honra familiar, os irmãos de Ángela anunciam aos quatros ventos a sua determinação de acabar com a vida de Santiago. Todos os habitantes da localidade conhecem as intenções dos dois irmãos menos o interessado, e ninguém faz ou pode fazer nada para evitar o desenlace trágico… Passados mais de 20 anos, um cronista reconstrói passo a passo os acontecimentos.”

 

Este é um livro que começa pelo fim: pela morte de Santiago. Santiago que foi injustiçado, que nada teve a ver com Ángela mas esta decidiu usá-lo como bode expiatório.

Não posso dizer que gostei particularmente desta história. O que prendeu foi o facto de querer saber se se iria saber a verdade sobre o motivo da morte de Santiago. Só duas pessoas sabiam a verdade e uma delas levou o segredo para a cova.

As minhas leituras #4: Desgraça, J. M. Coetzee

Já à muito tempo que não vinha aqui falar dos livros que tenho andando a ler. A verdade é que tentei ler alguns e não os terminei. Não gostei deles o suficiente para os acabar.

Até que comecei a ler o livro Desgraça de J.M Coetzee.

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A sinopse diz o seguinte:

Desgraça é muito mais do que um relato social: é um relato de sobrevivência pessoal numa sociedade decadente. Passado na África do Sul pós-apartheid, este romance sincero e despudorado centra-se em David Lurie, professor universitário na Cidade do Cabo, de meia idade, divorciado, que divide o seu tempo entre o desânimo das aulas e as satisfações momentâneas que encontra numa prostituta. Quando esta o deixa de atender, David desvia as atenções para uma jovem aluna, começando uma aventura sexual que, quando tornada pública, o leva ao despedimento e à humilhação.

 

Comecei a lê-lo por causa da sinopse. A vida de um professor que supostamente é um cargo de respeito mas que frequenta prostitutas e se mete com alunas.

O livro centra-se na vida deste professor e nas consequências que trás para a vida dos seus familiares mais próximos nomeadamente da filha. Lucy vive numa quinta e numa cidade onde as mulheres não são respeitadas.

Eu gostei do livro por causa do retrato social que faz na África do Sul pós-apharteid e que me fez pensar que o que aconteceu a Lucy, aconteceu a muitas mulheres. E, que por isso, foram e ainda são marginalizadas.

As minhas leituras #3: Como água para chocolate

O livro que acabei recentemente chama-se “Como água para Chocolate” de Laura Esquível.

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 Na sinopse diz o seguinte:

“Tita vive, nos primeiros anos do século XX, numa localidade fronteiriça mexicana de arraigados e severas normas sociais. Como filha mais nova, devia consagrar a sua vida ao serviço da família e esquecer-se do amor. Mas tudo se complica quando Tita se apaixona por um jovem chamado Pedro Muzquiz. Como a Mamã Elena não deseja prescindir da sua filha mais nova, que a deveria cuidar na velhice, a «solução» que encontra consiste em oferecer a mão de outras das suas filhas a Pedro… Nesta desesperante situação, a cozinha e os seus feitiços tornam-se na única válvula de escape para a sensualidade da jovem….”

 

Eu tenho uma tendência muito grande para não gostar das sinopses mas dou sempre oportunidade ao livro. Foi o que se passou neste caso.

Para mim, isto é um livro muito estranho. Os capítulos começam todos com uma receita que é a porta de entrada para a história do capítulo. O estado de espírito da Tita é transposto para os seus cozinhados o que faz com que quem os coma tenha reacções adversas.

A história é cheia de exageros e parábolas e situações um bocado absurdas. Como era um livro de leitura fácil, acabei por lê-lo até ao fim.

Para quem gosta de absurdos e situações fora do normal, aconselho a leitura.

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