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Deu-me para isto

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Serviço Nacional de Saúde

O meu rapaz andava à procura de uma coisa qualquer quando encontrou o boletim de vacinas, daqueles ainda em papel do tempo da Maria cachucha. Tinha uma data escrita: 2017. Já estava com atraso.

Pensámos logo que estava relacionado com o reforço da vacina do Tétano e como é uma coisa muito séria, era melhor passar pelo Centro de Saúde. 

Felizmente íamos estar de férias, seria possível tratar do assunto sem constrangimentos no trabalho. Fui com ele ao Centro de Saúde da nossa área de residência. Atenção, ele é do Norte e ainda não fez a transferência dos dados para cá. Felizmente, nunca foi preciso e temos o beneficio de ter seguro de saúde. Não me lembro da última vez que recorremos ao SNS.

Fomos atendidos na secretaria onde ele explica a situação:

-Encontrei o boletim de vacinas, não sou daqui mas queria saber se tenho ou não que levar nova vacina.

Primeira pergunta: "Está inscrito?"

- Não

- Então, dê-me o seu cartão de cidadão - As palavras "por favor" perderam-se pelo caminho.

Lá viu o que tinha a ver no sistema e obtivemos a seguinte resposta:

- Como não está inscrito, não posso fazer nada. Tem que se inscrever e depois podemos falar com a enfermeira.

- Mas isso não faz sentido. Eu só preciso de saber se tenho que levar reforço ou não. Essas informações devem estar na minha ficha.

O que não faz sentido é o senhor estar aqui há um ano e meio e nunca ter feito a transferência. (o itálico é propositado, para enfatizar o tom com que recebemos a resposta). Mais uma vez, nunca foi preciso.

- Então eu quero inscrever-me.

- Não posso fazer isso. Para fazer a inscrição tem que vir cá às segundas ou às sextas das 14h às 16h.

Um horário bastante conveniente para quem trabalha das 9h30 ás 18h30. Por acaso era segunda mas era de manhã. Não podemos fazer a inscrição.

Resultado: saímos dali sem qualquer informação.

 

A primeira ideia que nos passou pela cabeça foi ir ao privado. Mais valia pagar mas ter as coisas feitas. Mas depois lembrámo-nos que íamos passar uns dias a casa dos pais dele e tínhamos a possibilidade de ir ao centro de saúde.

Demorou 10 minutos a saber que segundo as novas regras só tem que levar reforço daqui a 10 anos. Não sem antes lhe atirarem à cara que já não tem médico de família. Volto a dizer, felizmente não tem sido preciso.

 

A pergunta que se impõe é esta:

É para isto que pagamos Segurança Social todos os meses? Para quando precisamos, eles levantarem imensos obstáculos? Se dependesse de mim, não descontava aqueles 11%; há vários anos que não usufruo deles.

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