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Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

Aperto

Já há muito tempo que não me sentia assim. Mas também, já há muito tempo que não tínhamos uma discussão.

Olhando para a discussão percebo porque a paz durou tanto. A ignorância é um estado de felicidade. Ninguém me contava o que se passava, portanto, para mim estava tudo bem. E eu prefiro assim.

Há quem acredite em afinidade, há quem acredite em preferências. Eu acredito nesta ultima. Não acontece em todos os casos, mas quando acontece eu chamo de preferências e não de afinidade.

Apesar da discussão, ainda acredito que estou bem com esta situação. Afinal, já aceitei isto há muito tempo. 

Ainda não começou a falar e eu já sei o que aí vem. Pessoas coitadinhas, ou melhor, pessoas que se habituaram a ser coitadinhas. E serão assim para sempre... Gostava de controlar a minha reacção, de ficar indiferente. Mas fico logo chateada, porque sei o que aí vem. Note to myself: trabalhar na reacção, ficar indiferente

Um dia sei que ficarei bem com isto. Que nada disto me vai incomodar.... pelo menos, é este o meu objectivo.

Até lá, faço tudo o que a minha consciência me manda. Só assim consigo dormir à noite. Saber que faço o que qualquer pessoa com a mínima responsabilidade faria. Sem desculpas.

About you

Esta semana pediram-nos para fazer um slide no powerpoint sobre nós. Cada elemento da equipa tem que preencher isto para que quando venha um novo colega, tenha um sitio onde encontrar toda a informação sobre a equipa.

Eu não me importo de escrever sobre o meu percurso profissional, o que gosto de encontrar no ambiente de trabalho nem tão pouco qual é a minha profissão de sonho.

O que me incomoda mesmo é escrever sobre mim.

Parece que nunca tenho nada para dizer. Não tenho nenhuma caracteristica diferente das outras pessoas.

Nunca pratiquei nenhum desporto, não toco nenhum instrumento, não faço colecções de nada. Os meus hobbies são iguais a qualquer outra pessoa que faça viagens, leia livros e que tenha uma conta Netflix. E isto, qualquer pessoa faz.

Talvez deva pôr isso: uma pessoa qualquer que ande por aí.

 

Não havia necessidade....

Mas só com uma reclamação é que o assunto se resolveu

Mudámos de casa.

E isto significa mudar todos os contratos de serviços que tínhamos na casa antiga para a casa nova. É algo sempre chato de se fazer mas tem que ser feito porque uma pessoa já não vive sem luz, água, gás..... e internet. É vergonhoso mas é a verdade.

A primeira acção que faço é ir ao site da empresa de comunicações (ET, a partir daqui) para ver se tinham cobertura. Dizia-me que não.

Ligo para o apoio ao cliente para confirmar esta situação, a qual confirmam.

Passado uns dias, estava num centro comercial e aproveitei para ir à loja da ET para cancelar o contrato já que não consegui ter as mesmas condições. Informam-me que tenho um contrato de fidelização vigente até Abril e que não podiam fazer isso. O melhor seria ir a uma loja "oficial" para tentarem resolver a situação.

Fui a uma loja oficial e disseram que não podiam fazer nada porque tinha a fidelização. Argumento que a lei está do meu lado porque não conseguem cumprir as condições do contrato na nova morada. Respondem-me que isso é com o departamento legal e que ali não podem fazer nada. Pergunto com quem posso falar e dão-me o endereço de e-mail e o número do apoio ao cliente. Pergunto-me então o que estão aquelas pessoas a fazer as lojas da ET se não conseguem resolver problemas

Borrifei-me no e-mail e ligo para o apoio ao cliente e explico pela centésima vez o assunto. A resposta aqui evolui mais um bocadinho: dizem que o contrato foi feito para aquela morada e então não podem cancelar. Dizem que como têm alternativas, não vão cancelar o contrato. Continuei sem o meu assunto resolvido e despeço-me e desligo a chamada. O marido diz que devia responder que a ET deveria cobrar à casa o que restava da fidelização, já que o contrato foi feito para aquela morada. Era uma boa resposta não era?

No dia a seguir, já muito chateada com o assunto faço uma reclamação no livro de reclamações online. Expus a minha situação e indico o número do artigo do código civil no qual me estou a apoiar para cancelar o contrato.

Passado dois dias ligam-me do departamento de qualidade da ET. Dizem-me que como sou cliente há uns anos (desculpa esfarrapada), que vão cancelar o contrato sem ter que pagar o resto da fidelização. Informam-me também que todas as respostas que obtive até então fazem parte de um guião que a ET disponibiliza aos colaboradores e que estes têm que seguir estas regras. 

No final, só tive que devolver os equipamentos e pagar até ao dia de cancelamento do contrato.

Havia necessidade de chegarmos a este ponto? Claro que não havia.

Só que estas empresas fazem de tudo para receberem o dinheiro. Se a lei estava do meu lado porque me dificultavam a vida?

Lição aprendida: Eu já estava a pensar em deixar de pagar mas ainda bem que reclamei primeiro. Se deixasse de pagar, perdia a razão toda.

Ainda lá temos os contratos dos telemóveis. Já estamos a pensar mudar por causa desta situação.

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