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Deu-me para isto

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Visão muito prática de um casamento

Ontem, por alguma razão que não me lembro, eu e uma colega começamos a falar dos regimes de bens de um casamento. Não vou estar a pôr aqui as diferenças entre os regimes porque o que não falta na internet são sites sobre este assunto.

Mas na perspectiva dela o casamento é:

"O casamento é um contrato que assinas. Não podes confiar cegamente na outra pessoa, portanto deves escolher o regime de bens que te proteja em caso de divórcio".

Ela estava a generalizar porque conheceu um caso de uma rapariga que está a pagar dividas do ex-marido.

 

A minha perspectiva é:

Não podemos embarcar numa relação onde não existe confiança e com a perspectiva que vai acabar um dia. Dizer que o casamento é só um contrato é tirar-lhe todo o conceito de que é uma relação e todo o romantismo.

As pessoas mudam quando existe dinheiro envolvido. Isto tanto vale para os cônjuges como para a família. Não me venham dizer que não se pode confiar no cônjuge quando existem muitos pais/irmãos/etc que deixam de se falar só por causa de dinheiro.

Percebo que haja pessoas para os quais o casamento é algo irrelevante, até a lei está a ajudar nesta perspectiva. Uma pessoa em união de facto tem quase tantos direitos como uma pessoa casada.

Mas não podemos generalizar estas situações. Só porque correu mal para aquela rapariga, não quer dizer que o resto dos casamentos vão ser iguais.

Se uma pessoa embarca num casamento é porque gosta da outra pessoa e quer passar o resto da vida com ela. Sim, temos que pensar nestas situações, mas não vamos dizer que é só um contrato, ok?

 

Há que dar o braço a torcer

Estou a trabalhar numa empresa multinacional. Quando a casa-mãe começou a trabalhar com portugueses, parece que tiveram uma formação cujo objectivo era relacionado com o choque cultural. No fundo, tiveram uma formação que podia ser intitulada de "Como lidar com portugueses"

Um dos aspectos que lhes foi apresentado como comportamento normal foi o de iniciar uma conversa a perguntar pelo tempo. Porque aparentemente, os portugueses gostam de falar sobre o tempo.

 

Falei todos os dias desta semana com a minha irmã. Sabem qual foi o tópico de inicio de conversa da parte dela? O TEMPO. 

 

Começo a achar que a formação afinal foi útil. 

Irá sobreviver?

Nem sempre, neste espaço, eu gosto de falar só sobre mim ou sobre situações que acontecem.

Gosto também de fazer o exercício de expor situações que conheço. Gosto de saber outros pontos de vista; olhar a mesma situação com outros olhos. Hoje vai ser um desses posts.

Ela é portuguesa e vive em Lisboa. Ele é alemão e vive em Munique. Têm uma relação à distância à mais de 2 anos. Virtualmente, vivem juntos: falam todos os dias, têm um calendário em conjunto, têm despesas em conjunto, vão de férias em conjunto. 

Fisicamente vivem separados. Por enquanto, ela não quer sair de Lisboa porque gosta de Lisboa. Ele nunca se vai mudar (na minha opinião) porque ganha o dobro (no mínimo) do que ganharia em Portugal.

Vêem-se duas vezes por mês: ele desloca-se a Portugal aos fins de semana, ela desloca-se à Alemanha aos fins de semana também, mas em fins de semana intercalados (obviamente).

 

Na minha opinião, dentro de poucos anos vai acontecer uma de duas coisas:

1. Um deles vai tem que ceder e mudar-se para o país do outro. Ou, eventualmente, encontram-se a meio (em qualquer outro país)

2.Cada um vai à sua vida ficando só a memória da relação. O esquema dos fins de semana não pode durar para sempre

 

Acredito que vai chegar a altura em que vão querer ser uma família. Não estou a dizer que vão querer ter filhos; mas que quererão ser uma família e para isto precisam de estar juntos fisicamente.

Será que esta relação irá sobreviver? 

 

 

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