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Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

“E novidades?”

Ontem a M. ligou-me e a seguir ao costume cumprimento “Olá. Está tudo bem?”, tem o hábito de dizer a seguinte frase “E novidades?”.

Ontem não havia grandes novidades, “está tudo na mesma” dizia eu. E fomos conversando sobre outras coisas.

Passado um bocado, diz-me “e mais novidades? Tens?”. Apraz-me dizer duas coisas sobre isto: primeiro, não havia novidades para haver mais e segundo “não, esta tudo na mesma”. E fomos, outra vez, conversando sobre outras coisas mais.

Mas como perguntar por novidades duas vezes não lhe chegou, perguntou uma terceira vez. E, como sou uma criatura de hábitos respondi-lhe “não, esta tudo na mesma”.

Eu acho que ela estava a pedir por novidades. E o que é acontece quando pedimos com muita força? As coisas acontecem….

Mas não do jeito que queremos. Ontem cheguei a casa e tinha a máquina de lavar loiça avariada.

Acham que lhe devo enviar a conta?

Viver num prédio

Isto de se viver num prédio e numa casa comprada tem que lhe diga.

Para começar as reuniões de condomínios. Eu costumo ir às reuniões porque gosto de saber o que se passa e o que se vai fazer. Para além disto, gosto de ter uma palavra a dizer: se pago, também tenho direito a dar a minha opinião.

Na única reunião a que não fui desde que estou ali, decidiram aumentar o valor dos condomínios em 7€ (que bom!).

E depois vêm os vizinhos, principalmente, os vizinhos de lugares de garagem.

Tenho dois vizinhos que têm lugares de estacionamento paralelos à zona de circulação dos carros. Um deles – o P. - tem uma carinha monovolume e uma daquelas carrinhas comerciais (pequena). Um dia decidiu que havia de estacionar as duas carrinhas num só lugar. A monovolume (que é maior) fica paralela às linhas de marcação e a outra fica na perpendicular. Não incomoda muito só que de vez em quando temos que fazer manobras para passar.

Não me queixo deste vizinho porque teve uma atitude correcta connosco: perguntou se nos importávamos de ele estar a estacionar assim.

O outro vizinho – o B. - achou que também podia fazer mesmo. Comprou uma carrinha (daquelas banheiras que se compram quando se tem filhos) e decidiu pôr duas viaturas num só lugar. O carro fica paralelo às linhas de marcação e a carrinha (que é maior), fica na perpendicular. Este já incomoda bastante porque temos sempre que fazer manobra para passar.

Nós tivemos direito a um lugar que é perpendicular à zona de passagem. Portanto, só cabe um carro. Eu tirei o dístico de moradora (que me custou 2 € - uma fortuna) e estaciono cá fora. Estou sujeita ao clima, a ter riscos no carro e a ter que levar as compras do carro para o prédio.

Já pensei em chamar a atenção da administração dos condomínios para esta situação. Mas fico a pensar no P. que não só teve a atitude correcta como me ajudou nesta situação.

A situação incomoda-me bastante mas não sei o que fazer. Têm alguma sugestão?

Mau feitio

bad temper.jpg

Depois do post de segunda feira e dos comentários da sar(a)casticamente (sem ofensa), fiquei a pensar no mau feitio.

Por natureza, não tenho mau feitio. Tenho momentos em que entro no “modo cabra” e aí não é fácil lidar comigo. Mas fora estes momentos, até sou uma pessoa fácil de lidar.

Fiquei a pensar naquelas pessoas que têm mau feitio e que se orgulham disso. Conheço algumas pessoas assim e chego à conclusão que partilham a seguintes características:

- Mau feitio (óbvio!)

- Têm orgulho em ter mau feitio

- Acham que têm sempre razão

- Orgulhosas

- Mimadas, no sentido em que as pessoas lhes fazem as vontades só para não as ouvirem

- Metem-se na vida dos outros porque acham que devem fazer isto

- Acham que o mundo não gira sem elas

- São pessoas de extremos

Conheço várias situações em que o mau feitio não ajudou nada na vida.

Uma prima que já passou por várias relações e quase que se casou mas os namorados fizeram alguma coisa que a irmã (que tem mau feitio) não gostou. Portanto se a irmã não gostou, não pode continuar.

Ah, a tal irmã tem quase 40 e continua solteira porque não é qualquer um que serve para ela.

Deixei de falar com certas pessoas por causa do mau feitio. Deixei de falar com pessoas que se davam com elas porque a postura era: ou estás comigo ou estás contra mim.

Conheço casamentos que a vontade de um deles é lei, porque tem que ser assim, bla, bla, bla, eu é que sei.

Conheço pessoas que já há muitos anos não têm um trabalho fixo porque não é qualquer um que serve. Não pode ser na rua, não pode ser num centro comercial, bla bla bla….

Posto isto, pergunto-me quais serão as vantagens de ter mau feitio? Será assim tão bom impor a vontade aos outros por mero capricho?

Modo Parvoíce: Ligado #1

Apesar deste fim-de-semana um bocado atribulado, no sábado acordei com o meu modo parvoíce ligado.

Estávamos na cama, e o seguinte diálogo deu-se:

Eu: um dia, quando tivermos filhos, a tua mãe larga tudo para nos ajudar.

Ele: sim, isso é verdade.

Eu: o problema vai ser gerir a tua mãe e a minha mãe… Já sei: vou pô-las num ringue, uma em cada canto e “Fight”. A imagem que está na minha cabeça é tão boa!

Ele olhou para mim com um ar escandaloso e eu a rir-me às gargalhadas.

ringue.JPG

 

É assim tão mau?

Às vezes devia fechar a boca #2

Este fim-de-semana fomos ao norte visitar a família dele. É algo que fazemos uma vez por mês mas este fim-de-semana foi particularmente cansativo.

Fomos convidados para a festa de anos da tia que era, precisamente na sexta-feira. Ele avisou logo que só íamos chegar por volta das 22h.

Mas, apesar de ter dito isto resolveu ter pressa. Pediu-me para sair mais cedo. Como eu consegui orientar o trabalho todo, sai mais cedo. Ele saiu à hora de sempre.

Já no carro antes de nos pormos a caminho:

Eu: tenho que ir buscar as bolachas que tenho na mochila. Tenho fome.

Ele: sim, é melhor porque desta vez não vamos parar.

Eu: vou ficar sem o meu rim, sem o meu pastel de nata?!

Eu sou uma gulosa e quando paramos na estação de serviço bebo sempre um café com um docinho. Levei na brincadeira mas não gostei. Afinal, não era suposto estarmos com pressa.

Comi as minhas bolachinhas e não parámos pelo caminho. Se leram este episódio, já adivinham o que aconteceu. Fui metade do caminho a apertar.

Quando lá chegamos (meia hora antes da hora do costume), eu já tinha o meu “modo cabra” ligado (acho que não desliguei o fim de semana todo). A minha sogra olhou para mim e encaminhou-me logo para a casa de banho. Podia ser que saísse com o xixi.

Já todos tinham jantado quando chegámos. Portanto, esperaram que jantássemos, cantaram os parabéns e viemos embora. Foi esta a “festa”.

 

Outra coisa que decidi fazer, foi transmitir à minha sogra que não ia participar na tradição de beijar a cruz na Páscoa.

Eu: Eu nunca beijei a cruz, é algo que não me diz nada e não o vou fazer.

Sogra: Vê pessoas do estrangeiro só para virem à semana santa mas tu é que sabes. Eu não me importo nada mas se calhar é melhor não estares na sala quando eles chegarem.

É claro que não se importa nada quando “vêm pessoas do estrangeiro” e “é melhor não estar quando eles chegarem”.

 

Existe também uma coisa que acontece quando vamos ao Norte: um jogo grande do campeonato. Eu não me importo de ver os jogos do Benfica mas passei a tarde de Sábado e de Domingo a levar com futebol. Entre a liga inglesa na Benfica TV e a liga espanhola e portuguesa na SportTV. Isto para mim é falta de consideração.

 

Entre estes episódios e mais uns quantos no mesmo fim-de-semana acabei a dizer-lhe que já estava cansada de ir lá acima. Tivemos uma discussão.

Os meus argumentos:

- Fomos à pressa quando não fazem o mesmo por ele

- Ao fim de dois anos, conseguimos que os pais viessem 5 dias a Lisboa

- Algumas pessoas tratam-me como “a menina da cidade que tem a mania”. Isto quando me dirigem a palavra

- A televisão está sempre no futebol

 

Os argumentos dele:

- É a única forma de estar com a família

- A minha tia nunca me pediu nada

- Se estás a sentir-te tão mal, o melhor é não ires

 

Acabei a arrepender-me do que disse, apesar de ser verdade e ele também tem razão. Não queria discutir com ele e nem sequer queria pôr-lhe esta pressão.

Devia ter ficado calada e se calhar, o melhor mesmo, é não ir.

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