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Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

Pensem naquelas pessoas de que algum dia tiveram inveja

Inveja é um sentimento mau mas todos já sofremos disso. Não adianta dizer que não porque todos passamos por isso. Em crianças, na adolescência e na idade adulta, todos passamos por isso.

Esta semana dei por mim a pensar em algumas pessoas de quem tive inveja.

 

Começo por aquela rapariga que tinha a atenção de todos os rapazes na minha adolescência. Eu ficava a olhar e a desejar ser como ela. Tinha as curvas todas no sítio e vestia sempre as roupas da moda. “Trinca espinhas” era a minha alcunha; portanto, já estão a ver que eu era só pele e osso.

O meu corpo mudou, como era suposto e agora também tenho as curvas todas no sítio. Mas agora também só me interessa a atenção de uma pessoa.

Não sei muito bem o que foi feito dela. A última vez que a vi foi em casa de um amigo que temos em comum e trabalhava num call-center.

Moral da história: tudo tem o seu tempo

 

Ou então, aquelas duas colegas que competiam para ter as melhores notas na escola. Tinham sempre as melhores notas da turma. Foram raras as vezes que cheguei ao topo; era uma aluna de boas notas mas não tinha as melhores. E o que as melhores notas lhes trouxe para o futuro? Pouco. Para começar não foram para Medicina onde até as centésimas contam. Aliás, uma delas está a trabalhar a recibos verdes à vários anos.

Também não fui para Medicina mas fui para fui para uma área que gosto. Tenho um emprego estável.

Moral da história: não é preciso ser o melhor de todos. Devemos sim, estabelecer um objetivo e cumpri-lo.

 

E para acabar, aquela colega que conseguia o que queria devido ao decote grande e à saia pequena. E virou algumas pessoas contra mim. E às tantas perguntava-me “o que terei eu feito de mal?”. Eu ia vestida de forma discreta e queria era fazer o meu trabalho. Passado uns anos e de as duas termos saído da empresa, somos lembradas de forma diferente:

Ela: “Grandes mamas”

Eu: “Porque é que não a convidámos para o jantar de Natal” ou então “Tenho aqui apontado tudo aquilo que me disseste”

Moral da história: a não ser que estejam no mundo da televisão, é o cérebro que interessa.

 

Hoje, já tenho outra visão sobre o mundo. Já escolho a quem tenho que agradar ou não. E a inveja que às vezes sinto? O desejo de ter o que outras pessoas têm? Faço por isso. A única coisa que cai do céu é a chuva.

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