Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Deu-me para isto

Boa vida, Livros, Moda e Beleza, Música, parvoices

O amor está nos pormenores #4

Esta semana temos visitas em casa, o que significa que o quarto que temos a mais está servir neste momento como quarto de hóspedes.

Neste mesmo quarto, está a mesa onde, normalmente, me maquilho. Ontem tive que pegar na maquilhagem habitual e pus na nossa casa de banho. Mas ele não deu por isto....

Ontem de manhã, antes de sair, fui-lhe dar o beijinho do costume (ainda está dormir) e as palavras que lhe saem da boca são estas:

"Onde te maquilhaste?"

O facilitismo das apps

Ou serei eu Old School?

Trabalhando eu na área de informática, sei bem que o mundo das apps veio revolucionar a nossa vida.

Entre as apps das redes sociais, apps da comunicação, entre outras, eu estou na primeira fila para experimentar. Sou uma grande fã de apps para telemóvel porque estão sempre à mão.

No entanto, existem alguns limites para mim e que eu achava que eram para todos. #sóquenão

Na mesma semana:

- Pediram-me para enviar um documento do banco por whatsapp . "Uma fotografia basta". Se aqui têm acesso ao Whatsapp, também terão ao e-mail, digo eu. 

- Partilharam comigo um IBAN por whatsapp para realizar um pagamento. O cumulo desta foi que que me pediram para enviar o comprovativo por e-mail. Não percebi... 

Isto para dizer que coisas importantes e partilha de documentos, por mim, é por e-mail. Não vou ter relações duradouras com estas pessoas, portanto, mais vale não ter o meu whatsapp com lixo. Para além disto, não sei qual será a validade legal destas conversas. A meu ver, será NENHUMA.

Pelo sim, pelo não prefiro ser old school e utilizar o e-mail.

Mentes pequeninas

O meu marido tem uma família grande. E quando digo isto não estou a exagerar. Façam as contas em que são 12 tios e uma média de dois filhos por cada um..... Imaginem as festas de anos 

Há duas semanas uma das primas que é adolescente fez anos e como é tradição fizeram festa. Parecem que estavam lá três amigas. Nós não pudemos estar na festa. 

Uns dias depois estavam a falar da festa. Oiço a mãe dela dizer:

"Já tiveste lá a família e ainda quiseste mais 3 amigas? Foi mais dinheiro que gastei. A família já te devia bastar"

A minha reacção:

tenor.gif

Quando todos se calaram fiz questão de dizer o seguinte:

"Ao contrário desta gente toda, acho muito importante ter amigos"

O meu marido só dizia: "A família toma-nos muito tempo. Não conseguimos ter amigos"

E isto é verdade. Ele só conseguiu cultivar as amizades quando veio para Lisboa. A família não estava cá.

Esta é uma das razões que é necessário ter amigos. A família não pode estar lá sempre. É preciso ter uma "salvaguarda".

É muito importante ter amigos. São outras pessoas, outras culturas, outras formas de pensar. Porque é preciso ensinar às crianças que existe variedade no mundo. 

Olhem esta adolescente que se fizer a vontade à mãe vai ficar sem amigos. E esta ideia está espalhada na família e provavelmente vai ensinar isto aos filhos.

E eu espero bem que não.

Voltei atrás no tempo

Ia começar por dizer que há 10 anos atrás ainda andava na faculdade. Mas não é verdade, acabei a faculdade em Junho de 2009 e comecei logo a trabalhar em Agosto. Portanto, por esta altura há 10 anos atrás já estava a trabalhar.

O que quero dizer é que nos ultimos dias parece que voltei atrás ao tempo que estudava. Ao tempo em que dependia do dinheiro dos meus pais que não era muito.

Ontem tinha uma marcação mas como cheguei quase 30 minutos antes, resolvi ir dar uma volta pelo centro comercial. Numa situação normal, iria até às lojas ver o que havia e se encontrasse alguma coisa interessante, comprava.

Mas a situação é diferente: queremos trocar de casa e entramos em contenção de custos. Fizemos o compromisso entre os dois de comprar só o que é essencial e que nos faz falta. Porque é preciso uma batelada de dinheiro para comprar uma casa mesmo antes de contrair o empréstimo.

Então que ontem andava pelo centro comercial e tive a mesma sensação de há uns anos atrás. Nem vou entrar para ver porque sei que não posso comprar. Não posso mesmo, tenho um objectivo maior.

Se por um lado, o objectivo me entusiasma, por outro fiquei triste. Lembrei-me de uma altura em que o dinheiro estava mesmo contado e que não havia mesmo dinheiro para gastar. Ontem, tive a mesma sensação.

Lembro-me que quando recebi o meu primeiro ordenado, senti que podia respirar livremente. Já podia passear pelas lojas e encontrar algo interessante e comprar. Ou então, se tiver com sede, comprar uma garrafa de água (era algo que não fazia quando dependia dos meus pais).

Isto aconteceu até à semana passada.

Agora quero trocar de casa. Portanto, quando me sinto assim triste penso na casa.

PS: se alguém tiver à procura de casa na zona de Lisboa, pode contactar-me via e-mail.

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Gosto disto

visitas

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D