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Deu-me para isto

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Quando as pessoas não querem ser ajudadas

O meu rapaz tem dois familiares que trabalham na mesma empresa. Isto não seria problema não fosse o caso de essa empresa estar em dificuldades e de não pagar ordenados. Para terem uma ideia, receberam agora parte do ordenado do mês de Agosto.

Eu já sei desta situação à cerca de um ano, mas parece que tem sido assim desde sempre (vários anos).

Um dos familiares tem dois filhos menores para criar. Esta é uma situação que me tira mesmo do sério. Fico mesmo possessa com esta situação ao ponto de sair quando estão a falar deste assunto.

Na semana passada, um dos familiares foi pedir o ordenado ao patrão porque, naturalmente, tem contas para pagar. Parece que a resposta do patrão foi: “Pago quando tiver dinheiro”.

Ora, isto para mim era inaceitável. As pessoas já têm despesas para ir trabalhar e ainda levam com esta resposta?! Trabalhar para aquecer é que não.

Então, como boa samaritana que sou, fui-me informar se era possível fazer alguma coisa para resolver esta situação.

Então, descobri que se pode suspender o contrato de trabalho no caso de não pagamento de salários. Neste caso, o empregador é obrigado a entregar a Declaração de Situação de Desemprego que permite receber o subsidio de desemprego. No caso de o empregador não entregar esta declaração, o empregado pode fazer queixa na ACT e esta passa a declaração.

Transmiti esta informação aos familiares e recebi as seguintes respostas:

- “Ah, se sair não vai receber nada. Enquanto que ali, recebe pouco mas vai recebendo” – o subsidio de desemprego é mais do que não receber nada

- “Um deles tem uma função especifica. Para onde é que vai sem saber mais nada?” – eu tenho um curso mas se fosse preciso fazia limpezas e tirava cafés (já não seria a primeira vez)

- “Não tirou a carta” – até na terra dos meus pais, que é no interior transmontano existem transportes públicos.

Se eu tivesse dois filhos pequenos, andava 3 horas por dia de transportes se fosse preciso para que não lhes faltasse comida na mesa.

Eu fiz a minha parte, mas parece que estas pessoas não querem ser ajudadas. Eu transmiti a informação que tinha, a partir daqui não posso fazer mais nada.

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