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Deu-me para isto

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As minhas leituras #6: A fogueira das vaidades

Nas férias de Verão é quando tenho mais predisposição para ler. E o único motivo para isto é porque estou deitada numa espreguiçadeira sem mais nada para fazer.

 

Comecei e acabei de ler A Fogueira das Vaidades de Tom Wolfe.

livro.jpg

 A sinopse diz o seguinte:

“No cume do poder e da glória, Sherman McCoy é um yuppie de Wall Street que ganha um milhão de dólares por ano, vive num luxuoso apartamento, goza a fundo da vida e de uma espectacular amante de luxo. Até que um dia a sua sorte muda: o seu carro atropela um rapaz negro num bairro degradado e McCoy começa a cair súbita e vertiginosamente da sua posição de senhor do universo, até se converter em pasto para a infinidade de abutres que revoluteiam à sua volta…. Com um cinismo viperino e grandes doses de humor negro, A Fogueira das Vaidades é o romance que melhor retrata a Nova Iorque dos finais do século XX, uma colossal feira das vaidades”

 

Eu comecei a ler este livro porque gostei do resumo. Queria saber se iria haver justiça para o rapaz que foi atropelado. Lá por Sherman McCoy ter muito dinheiro, não quer dizer que não se iria fazer justiça. Senti logo uma certa raiva por Sherman porque não queria que se safasse por ter dinheiro.

O livro foi mais que a história de Sherman McCoy. Foi a descrição de Wall Street dos anos 90 e da altura em que a riqueza se mostrava pelos bens materiais. Numa altura em que o racismo era bem patente na sociedade.

O autor descreve de forma muito pormenorizada os cenários em que as acções decorrem. Chegou, por vezes, a ser secante. Lembram-se daquela sensação ao lerem os Maias? Tive a mesma sensação outra vez.

A história só se desenrola a meio do livro. Achei que até aqui era mais a apresentação das personagens e da Nova Iorque dos anos 90.

Gostei do livro mas não o voltaria a ler.

Isto é tudo muito bonito mas….

Antes e durante as minhas férias, ouvi noticias do género:

- Quinta no Douro ganha prémio de melhor vinho

- Tripadvisor põe praias de Portugal no top 25

- Portugal ganha 23 Óscares do Turismo

E muitas outras noticias que não me lembro.

 

E depois fiquei a pensar:

São prémios e mais prémios e nós ficamos todos contentes com isso. Este cantinho que está na cauda da Europa, está finalmente a ser dos primeiros nas listas. E ainda por cima, em algo bom (não mau, como de costume).

Ora, isto é tudo muito bonito, mas eu não consegui passar férias em Portugal na primeira semana de Setembro. Porquê?

PORQUE É MUITO CARO FAZER FÉRIAS EM PORTUGAL!!!!! E não é só caro para mim, é caro para todos.

O que eu paguei com Tudo Incluído em Espanha, dava para o regime com Pequeno Almoço em Portugal.

 

Com esta coisa dos prémios e do reconhecimento, tudo o que é negócio relacionado com o turismo, resolve aumentar os preços. Como é premiado, as pessoas pagam o que for preciso. As pessoas estrangeiras, diga-se, porque os portugueses não ganham para fazer férias em Portugal.

 

O Douro está na moda porque os vinhos estão a ser muito premiados e com preços para turista. Ainda bem que fui passar férias em miúda porque tenho família no Norte.

 

O Algarve é e será sempre dos ingleses e com preços para ingleses. Aliás, este ano quando lá estive pensei que “era melhor recortarem este rectângulo e vendê-lo aos ingleses; sempre se pagava a divida que temos”. Ficava uma espécie de Gibraltar 2.

 

A Costa Alentejana começou a estar na moda à 2/3 anos. Porque era sossegada e barata…. Entretanto, deixou-se disso.

 

Não percebo esta fixação pelos estrangeiros. Porque têm mais poder de compra? Porque dão gorjeta? (eu também faço o meu trabalho como deve ser e não me compensam para além do meu ordenado).

 

Isto não acontece só nas empresas turísticas privadas. Acontece também nos museus, castelos e mosteiros. Pagamos sempre o preço total do bilhete. Para dar dois exemplos: eu fui a Madrid e a Londres e só paguei o preço total em 2 ou 3 museus. Só pelo facto de ser cidadã europeia tinha uma redução no preço ou nem sequer pagava. Em Portugal isto não acontece.

 

No fundo, o que quero dizer é que não conheço Portugal como desejava. E a razão é porque em Portugal não se ganha para isso.

 

Isto é tudo muito bonito mas é para os estrangeiros, não é para nós.

Dúvida existencial

Um colega (homem) acabou de dizer que vim de férias porque nota que estou mais bronzeada e apontou com a mão para a cara.

Ora, acontece que:

1. A minha cara está clara que o resto do corpo

2. Fiquei com a marca dos oculos no nariz (LOL) e tenho que corrigir com a base

 

Fiquei na dúvida: ele estava a ser sincero ou terei exagerado na base?! 

Dragonball

No fim de semana voltei aos bons velhos tempos.

Levantei-me de manhã e fui para o sofá ver os desenhos animados. E vi, nada mais nada menos, que a nova temporada de Dragonball.

Ao principio foi uma lufada de nostalgia. De voltar aos tempos da adolescência em que o mundo parava para se ver o Dragonball.

A história começa com o Son Goku a tentar ter uma vida normal junto da Bulma e dos filhos. Isto foi um pouco estranho porque o Dragon Ball, para mim, são lutas, "Fuuuuuusão" e "kamehameha".

Depois seguiu-se a reacção “Mas que piada é esta? Não tem graça nenhuma”. Mas depois é que percebi que estava mais velha, mais crescida. Os textos já não tinham o mesmo significado, tive que lhe dar um desconto. Afinal, era feito para crianças e não para os adultos que já tinham visto as temporadas anteriores. LOL

E depois veio o Vegeta, aquela personagem do Dragonball que para além do Son Goku tem uma voz inconfundível. E o Vegeta começou a falar…. E foi o choque total…. Já não era a mesma voz!!!! Já não era o mesmo Vegeta, já não era a mesma personagem. Mas que M"#$%& é esta?!

E o Dragon Ball deixou de ser o Dragon Ball. Acabou-se a magia dos fins de semana a ver desenhos animados. acabou-se a nostalgia.

Aliás, isto aconteceu com outras personagens. Já não têm as vozes originais.

Senhores da SIC, façam o favor de pôr o Vegeta original (já só peço o Vegeta) porque senão não há “não perca o próximo episódio, porque nós também não”.

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